Resiliência e resposta no abastecimento de água no concelho de Ourém

A passagem da tempestade Kristin, no passado dia 28 de janeiro de 2026, pelo território nacional teve impactos significativos em várias regiões, incluindo o concelho de Ourém. A intensidade da precipitação e, em particular, do vento provocou quedas de árvores e danificação de várias infraestruturas que originaram interrupções no fornecimento de energia elétrica e comunicações.
 
No abastecimento de água, os efeitos fizeram-se sentir sobretudo ao nível das captações, sistemas de bombagem e estações elevatórias, cuja operacionalidade depende do fornecimento contínuo de energia. As falhas elétricas e os danos pontuais em equipamentos resultaram em perturbações no abastecimento em algumas zonas do concelho, exigindo uma resposta técnica coordenada.
 
Perante este cenário adverso, a atuação da Be Water revelou-se determinante para a rápida normalização do serviço. Desde as primeiras horas, foi ativado um plano de contingência que envolveu:
 
• Uma articulação estreita com o Município e com a Proteção Civil;
• Uma monitorização permanente das infraestruturas críticas;
• A identificação de soluções alternativas visando repor o abastecimento nas zonas afetadas pelo corte de energia e a mobilização reforçada de equipas técnicas no terreno;
• A cooperação com os serviços municipais para identificação de necessidades prioritárias.
• Uma comunicação transparente e regular.
 
Importa sublinhar que, além da equipa local afeta à Be Water – Águas de Ourém, foram mobilizados meios nacionais de apoio. Técnicos especializados, equipamentos adicionais nomeadamente geradores e recursos logísticos foram deslocados para o terreno, assegurando que os instrumentos necessários à operação estivessem disponíveis permitindo uma reposição dos serviços com a brevidade possível. A robustez da organização e a importância da coordenação entre estruturas locais e nacionais foram essenciais na gestão da crise.
 
Considerando o estado de devastação e a inoperação da rede elétrica em parte significativa do território, foi possível, num curto espaço de tempo, proceder a uma reposição progressiva do abastecimento e minimizar o impacto para a população e para as atividades económicas.
 
Mais do que infraestruturas e equipamentos, a resposta à Tempestade Kristin foi, sobretudo, uma demonstração do trabalho essencial desenvolvido por equipas dedicadas e presentes.
 
Técnicos no terreno, equipas de coordenação, apoio logístico e estrutura nacional trabalharam de forma articulada, muitas vezes em condições meteorológicas e operacionais adversas, para assegurar que o serviço público de abastecimento de água no concelho de Ourém fosse restabelecido com a maior brevidade possível.
 
Conscientes também das dificuldades que tal evento teve junto das famílias afetadas a Be Water adotou uma postura proativa e aprovou um conjunto de medidas de apoio às famílias afetadas antecipando-se às recomendações que, posteriormente, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) viria a transpor numa recomendação às Entidade Gestoras.
 
Esta atuação preventiva evidenciou um alinhamento com as melhores práticas regulatórias e uma forte responsabilidade social, colocando as pessoas no centro da intervenção.
 
Este evento constituiu, sem dúvida, um teste à robustez das infraestruturas e à capacidade de resposta das entidades responsáveis por serviços essenciais. A atuação coordenada entre o Município e a Be Water, aliada à forte mobilização das equipas, permitiu mitigar os impactos e assegurar a reposição célere do serviço.
 
Este episódio reafirma a importância do investimento contínuo na resiliência das infraestruturas, mas sobretudo no capital humano que, em momentos críticos, garante a continuidade de um serviço essencial à vida das comunidades.